Brasil, Política

Vice de Alckmin diz que todo o PSDB pode votar no PT

Todo o PSDB pode votar no PT num segundo turno com uma eventual participação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). A análise é do vice-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Márcio França (PSB), em entrevista a Folha de S. Paulo. O fato seria algo inusitado porque PSDB e PT polarizaram as últimas seis eleições presidenciais, sendo que os petistas venceram quatro e os tucanos duas.

França deve assumir o governo de São Paulo após Alckmin renunciar ao cargo de governador para concorrer à Presidência da República. O vice do tucano acredita que o PT é forte mesmo sem Lula e que possivelmente o plano B dos petistas em caso de impedimento da candidatura do ex-presidente é o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner. “Acho que tanto Lula quanto Wagner estariam no segundo turno. Difícil não imaginar que Wagner tenha 25%, 26% dos votos. Um pedaço dos votos do Lula vai para o Jaques. E Jaques é uma pessoa muito habilidosa”, sublinhou o líder do PSB em São Paulo.

Diante desse cenário com uma vaga do PT no segundo turno e a ida de Bolsonaro para a votação no último domingo de outubro, o vice do tucano sentencia. “Num segundo turno contra Bolsonaro, todo o PSDB vai votar no Wagner.” O próximo governador de São Paulo diz que para quem é “democrata” é difícil votar em Bolsonaro para presidente. “A lógica dele é outra”, afirma.

Márcio França se diz 100% leal a Geraldo Alckmin e revela que ajuda o tucano a reduzir a força do PT no Nordeste no país. Para o vice-governador de SP, o PSDB precisa dar uma contrapartida ao PSB em troca de um apoio do partido socialista, que ainda não definiu como caminhará em 2018. O PSB pode abrigar candidaturas de neófitos na política como o apresentador de programa na Rede Globo de Televisão, Luciano Huck, ou ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa.

 

 

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