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Cármen Lúcia diz que cidadão está cansado da ineficiência do Judiciário

Em Goiás, presidente do STF e do CNJ admite ineficiência do Estado brasileiro como um todo.

Durante inauguração do presídio de segurança máxima de Formosa (GO), no entorno de Brasília, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, admitiu que o cidadão brasileiro se encontra insatisfeito com todos poderes estatais, inclusive com o Poder Judiciário.

“Somos pagos pelo cidadão para fazer. E temos que fazer. O cidadão brasileiro está cansado da ineficiência de nós todos, inclusive nós do Poder Judiciário. E, por mais que tentemos e tenho certeza de que estamos tentando, é claro que temos um débito enorme com a sociedade”, disse Cármen Lúcia em sua segunda visita ao Estado de Goiás, após as rebeliões nos presídios, administrados pelo governo estadual, nos primeiros dias deste ano.

A primeira ocorreu logo após as rebeliões e foi como um puxão de orelhas nas autoridades do governo goiano.

A fala da maior autoridade do Judiciário brasileiro, é vista como meia-culpa diante do escândalo do auxílio-moradia que o Poder Judiciário no banco do réu. Juízes de todo o país recebem auxílio-moradia por uma decisão liminar do ministro do STF, Luiz Fux.

A imprensa revelou que até os famosos juízes da Operação Lava Jato, Sérgio Moro e Marcelo Bretas, recebem o benefício mesmo trabalhando em cidades que já possuem imóveis.

CAOS NO SISTEMA PRISIONAL

A presidente do STF e do CNJ afirma que quem erra deve pagar pelos seus erros com dignidade para que possa voltar ao seio da sociedade. Na avaliação da ministra, o sistema prisional no país não oferece nenhuma condição para recuperação e isso estaria contribuindo para aumentar a insegurança pública. 

A primeira reação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), após o caos nos presídios que levou a morte 9 detentos em seus presídios, foi de culpar o governo federal por falta de investimentos. O argumento foi prontamente rebatido pelo ministro da Justiça do governo Temer, Torquato Jardim. 

Em Goiás, além das rebeliões, os presos tem utilizado os presídios como verdadeiro escritórios do crime organizado. Vistoria do Ministério Público estadual já encontrou até R$ 70 mil em dinheiro dentro dos presídios. A situação é um verdadeiro caos.

Tanto que em Rio Verde (GO), a população cansada de esperar a boa vontade do governo do PSDB resolveu fazer uma vaquinha para construir o novo presídio, já que o atual fica na região central da cidade e os presos vivem fugindo do local. 

 

 

 

 

 

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