Direito e Cidadania

Atual governo promove desmonte do SUS, diz especialista

Congelamento dos gastos sociais por 20 anos poderá ser trágico para milhares de crianças menores de cinco anos

Se o Sistema Único de Saúde (SUS) já é ruim, pode piorar ainda mais em razão do congelamento dos gastos em saúde e educação levado à cabo pelo governo Michel Temer. A opinião é do Mestre em Ensino na Saúde, Leonardo Essado Rios.

De acordo com o especialista, os atuais governantes do Brasil planejam nitidamente um desmonte do SUS. Essado Rios afirma isso em artigo sobre as perspectivas para a saúde pública no Brasil em 2018 publicado jornal da Arquidiocese de Goiânia – Encontro Semanal. O periódico é distribuído semanalmente em todas as comunidades católicas da Região Metropolitana de Goiânia.

O Mestre em Ensino na Saúde lembra do movimento da reforma sanitária que ajudou a reconhecer na Constituição Federal de 1988 que a saúde é um direito de todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, na opinião do especialista, 30 anos após essa conquista, os atuais governantes do país trabalham para acabar com tudo que foi conquistado por meio do texto constitucional.

Conforme Leonardo Essado Rios, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, declaradamente tem defendido interesses corporativistas e privatistas, em vez, de defender o SUS. Além disso, o especialista afirma que 70% da população brasileira será diretamente prejudicada pela Emenda Constitucional 95, que congela os gastos sociais em 20 anos.

“A evidência científica mostra que a austeridade impacta mais os pobres e aumenta as desigualdades socioeconômicas, prejudicando a assistência à saúde, promovendo o subfinanciamento, baixa eficiência, falta de cobertura e acesso as ações de saúde”, pondera. A EC 95 poderá ser trágica para milhares de crianças menores de cinco anos sentencia o mestre em saúde.

 

 

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